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O Brasil tem facilidade para vencer o Haiti. Quanto Raphinha iria machucá-los? Cunha tem que começar agora?

O Brasil derrotou o Haiti com facilidade em sua segunda partida nesta Copa do Mundo, com dois gols de Matheus…
Notícias de Esporte

O Brasil derrotou o Haiti com facilidade em sua segunda partida nesta Copa do Mundo, com dois gols de Matheus Cunha e outro de Vinicius Junior que deram ao time uma vitória por 3 a 0 no Lincoln Financial Field.

A vitória coloca Carlo Ancelotti na liderança do Grupo C com quatro pontos em duas partidas, depois de empatar em 1 a 1 na partida de estreia com o Marrocos. Na manhã de sexta-feira, o Marrocos havia derrotado a Escócia por 1 a 0. Uma segunda derrota para o Haiti, entretanto, significa que eles não têm chance de chegar às oitavas de final.

O Brasil melhorou muito no jogo contra o Marrocos, mas Ancelotti e a seleção estarão preocupados com a lesão de Raphinha no primeiro tempo. O avançado do Barcelona foi retirado em Filadélfia devido ao que parecia ser uma lesão num tendão da coxa, aos 40 minutos.

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O Brasil parecia mais com o Brasil?

Uma das dificuldades de avaliar qualquer desempenho do Brasil é saber quanto peso atribuir a todos os velhos clichês. Jogo bonito, ‘futebol de samba’ (frase completamente sem sentido)… as pessoas depositam todas as suas esperanças estéticas neste lado. Isso apesar (a) do fato de eles não jogarem um futebol de parar o coração há algum tempo – talvez desde o início dos anos 1980, dependendo dos seus padrões – e (b) da complicada relação do Brasil com noções de beleza esportiva.

Os brasileiros adoram um futebol atraente, claro, mas adoram ainda mais vencer.

Então a equipa de Ancelotti jogou “como o Brasil” aqui? O que podemos dizer é o seguinte: eles foram muito, muito melhores do que contra Marrocos no jogo de estreia. Também se pareciam muito mais com a equipa que Ancelotti parecia estar a moldar na preparação para esta competição.

Contra o Marrocos, Ancelotti escolheu o número 9 fixo, Igor Thiago. Não houve movimento, não houve estrutura no jogo do Brasil. Seu melhor jogador, Vinicius, ficou abandonado na lateral.

Na Filadélfia, Ancelotti voltou para Matheus Cunha, o homem que a maioria das pessoas esperava que liderasse o time do Brasil o tempo todo. Funcionou em vários níveis. Seu movimento permitiu que Vinicius flutuasse, encontrando pequenos bolsões de espaço. Ele caiu fundo para se combinar com o meio-campo, permitindo que o time subisse no campo com mais facilidade. Cunha também se envolveu na parte defensiva do jogo: veja seu desarme na preparação para o primeiro gol.

Mais do que tudo, o Brasil só tinha combinações. Lucas Paquetá, Cunha e Vinicius estão na mesma sintonia; trocaram de posição, trocaram passes, trocaram ideias. Não deveríamos exagerar na vitória sobre um time bastante limitado do Haiti, mas para o Brasil isso certamente foi algo para se construir.

Jack Lang


Quanto o Brasil sentiria falta de Raphinha?

Eram 38 minutos no cronômetro quando Raphinha caiu no gramado. Ele olhou para o banco do Brasil e sinalizou que precisaria sair. Seus companheiros de equipe vieram ver como ele estava. Sua expressão facial — vazia, vazia — sugeria que não se tratava apenas de uma medida de precaução.

Qualquer ausência nas próximas partidas seria um duro golpe para o Brasil. Claro, ele tem lutado contra lesões recentemente, perdendo 18 jogos em três passagens diferentes pelo Barcelona na temporada passada. Ele também se sentiu lisonjeado por enganar em Copas do Mundo: esta foi sua sétima participação em torneios e ele ainda não marcou ou marcou nenhum gol. Sua qualidade, porém, está além de debate, assim como sua capacidade de definir o tom de sua corrida.

Se Raphinha não estiver apto, Ancelotti tem algumas opções. Um deles é aquele que ele escolheu aqui: Rayan, o ala do Bournemouth. O adolescente impressionou positivamente desde sua estreia no Brasil, em março, mas não causou, na verdade, grande impacto na noite. Isso pode abrir espaço para Luiz Henrique, jogador de perfil semelhante, mas que faz parte do elenco de Ancelotti desde o início.

Ambos os jogadores são dribladores esquivos e esquivos. No entanto, a intensidade e o ritmo de trabalho de Raphinha fariam muita falta.

Jack Lang


Matheus Cunha tem que começar agora?

A resposta simples é sim.

Ancelotti fez duas mudanças na escalação desde a estreia do Brasil contra o Marrocos: o lateral-direito Danilo substituiu Roger Ibanez e Matheus Cunha foi escalado no lugar de Igor Thiago.

Cunha tem sido titular na escalação de Ancelotti e a vitória sobre o Haiti na sexta-feira mostrou porquê.

Contra o Marrocos, Ancelotti queria um clássico número 9, alguém que somasse presença forte na área e vencesse duelos. Esse é o Thiago. Fazia sentido no papel antes do jogo. Porém, aos 62 minutos daquele empate em 1 a 1, o atacante do Brentford teve um xG de 0,66, um chute a gol (dois no total) e nenhuma chance criada.

Por outro lado, Cunha passou 64 minutos em campo na Filadélfia, marcando dois gols e mostrando porque o Brasil pode precisar de uma opção mais vertical ao lado de Vinicius Junior e Raphinha, caso o lateral do Barcelona se recupere do problema que o levou à desistência no primeiro tempo.

O ponto fraco do Brasil está no meio-campo e em encontrar maneiras de romper as linhas. Ao contrário de Thiago, que muitas vezes ficava por cima esperando a bola, Cuhna recuou para ganhar a bola no meio-campo e avançou para finalizar as chances – como fez duas vezes contra o Haiti.

Os torneios precisam de jogadores versáteis e Cunha mostrou como e por que deve confiar nele para avançar na fase de grupos e além.

Emily Olsen


O que vem a seguir?

As partidas finais do Grupo C acontecem no dia 24 de junho, ambas com início às 18h horário do leste dos EUA.

  • Escócia x Brasil, Miami
  • Marrocos x Haiti, Atlanta

A equipe que terminar primeiro enfrentará o vice-campeão do Grupo F em sua primeira partida eliminatória em Houston, no dia 29 de junho.

A equipe que terminar em segundo enfrentará o vencedor do Grupo F em Monterrey, no dia 29 de junho.

Se alguém avançar como equipe do terceiro lugareles enfrentarão o vencedor do grupo A, E ou I em Boston, Cidade do México ou Nova York.

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chutebr

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